Aliel Machado

Aliel analisa relatório de PL sobre agrotóxicos

Deputado falou sobre estudos que analisam risco à saúde da população.

14.nov

O deputado federal Aliel Machado (PSB) pediu na última terça-feira, 13, vistas ao relatório sobre o Projeto de Lei que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, que estava em votação na reunião na Comissão Especial. A Comissão, criada há cinco meses, é o contraponto a outra que analisa proposta que quer flexibilizar do uso dos agrotóxicos. Ao fazer o pedido de vistas, Aliel alegou que é necessário observar com atenção os interesses dos integrantes que debatem o tema na Câmara. “Eu não tenho fazenda, eu não produzo e não tenho nenhum interesse econômico pessoal ou de grupos na decisão do meu voto. Isso me dá uma autonomia total em favor coletividade do Brasil”, disse Aliel.

O parlamentar, que representa um dos Estados que mais produzem soja no país, afirmou que não é contra a produção agrícola, mas que é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre a geração de riquezas por meio da agricultura e a manutenção da saúde da população. “Eu faço pedido de vistas porque eu li os posicionamentos da Fiocruz [Fundação que faz pesquisas para promover a saúde e o desenvolvimento social] e do INCA [Instituto Nacional de Câncer] que mostram o aumento significativo das doenças cancerígenas. Se nós estamos propondo uma transição é preciso encontrar um ponto em comum em que a geração de riqueza e emprego não signifique a morte e uma tragédia”, explicou Aliel.

Apesar do relatório apresentado na comissão já estar pronto para apreciação final, Aliel alertou que este debate deve sair do discurso e reforçou que há a necessidade de observar os interesses, ainda que legítimos, de quem defende o projeto que prevê a flexibilização do uso de agrotóxicos, apelidado de “PL do Veneno” e fez uma afirmação: “Eu estou representando o anseio de milhões de brasileiros que já tiveram ou possam vir a ter problemas de saúde porque nós nos omitimos. Esse debate deveria ter feito lá atrás. O Brasil, que é referência na produção agrícola está atrasado”, concluiu.