Aliel Machado

Comissão pede retirada dos professores da Reforma da Previdência

Membros da Comissão de Educação da Câmara entregaram documento ao relator da proposta

06.jun

Membros da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados entregaram nesta quarta-feira, 05, ao relator da Proposta de Reforma da Previdência (PEC 6/19), Samuel Moreira (PSDB-SP), uma moção de apoio à manutenção da aposentadoria especial para os professores. A moção foi aprovada por unanimidade na Comissão e tem como propositor o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), apoiado pelo deputado federal Aliel Machado (PSB-PR).

“Essa é uma contribuição da Comissão de Educação. Eu sou coautor dessa proposta, e nós sabemos que professor não é privilegiado. Nós também temos outras frentes pra tentar corrigir essa proposta, que é extremamente agressivo contra a população que ganha menos e vamos continuar nosso trabalho”, afirmou Aliel.

Cerca de quinze parlamentares se reuniram com o relator para entregar a moção. O autor da proposta reforçou a importância da retirada dos professores da PEC da Previdência. “São profissionais que exercem a atividade se submetendo ao estresse, à falta de infraestrutura das escolas e até à violência. Precisamos considerar as peculiaridades da atividade docente e as condições de trabalho na área educacional”, disse Cabral.

O relator da proposta afirmou aos parlamentares que o texto trará mudanças aos professores, e que a Comissão de Educação tem papel fundamental nesse processo. “Nós vamos mexer no texto com relação aos professores. Ainda não está fechado. Não sei se vai ser o quanto eu gostaria ou quanto os senhores esperam, mas certamente vamos mexer no texto”, revelou Moreira aos parlamentares.

Para Aliel, o debate sob o aspecto econômico na Reforma não pode superar as especificidades de cada categoria. “Já existe essa diferenciação dos demais trabalhadores pela atividade que eles exercem na sociedade. O Governo quer inclusive igualar a idade mínima para aposentadoria entre professores e professoras. E 80% do magistério é composto por mulheres, que cumprem dupla ou até tripla jornada. Isso certamente é injusto e também acaba desestimulando o ingresso na carreira de professor. Por isso a nossa luta em defesa desses profissionais”, afirmou Aliel.